Família Happymboca e a estreia teatral

Esse ano, pela primeira vez, colocamos uma aula extra para preencher uma das tardes do Bernardo. Eu queria uma aula de raciocínio ou ediomas, talvez até um esporte como natação. Mas deixamos ele escolher. E ele escolheu teatro.

Sabe, muitas vezes já estive no palco. Já cantei, atuei, dancei… Já senti a vibração do público, as palmas, o sentimento de ter conseguido. Mas descobri essa semana uma sensação bem mais emocionante.

O frio na barriga continuava ali, não por ansiedade de enfrentar o público, mas sim por ver meu filho de seis anos fazendo isso. Junto com outras 60 pessoas, divididas entre cantores, percursionistas e atores, eu presenciei meu querido encantar um teatro inteiro de gente que assistiu comigo um musical lindo de viver.

Não me lembro direito quando foi que deixei de ser a protagonista e passei a amar o ofício de espectadora, mas com lágrimas nos olhos, do mais puro orgulho, amor e um sentimento tão, mas tão grande que nem sei nomear, bati palmas o mais forte que pude e o mais alto que consegui, só para homenagear um pedaço de mim que se dobrava sorridente agradecendo os presentes antes das cortinas se fecharem.

Quando me falavam que ser mãe era difícil, eu não imaginava que era tão difícil. Mas quando me falavam que ser mãe era maravilhoso, eu não podia imaginar que era tão maravilhoso!

Família Happymboca:

Saem todos de casa seguindo para a concentração do teatro, os atores devem chegar lá com duas horas de antecedência. Depois de pegar TU-DO chegamos na garagem, marido esqueceu a carteira de motorista, tudo bem, eu vou dirigindo.

Como sempre, horário daquele trânsito de dar água na boca, neném chorando porque não gosta de ficar com o carro parado nem em movimento e a família seguindo feliz. Os carros a minha frente param, demoro cerca de 3 segundos para perceber, e ainda com uma distância de 30 metros aproximadamente (pode ser uns 100m ou uns 5m, sabe como é, problemas sérios em medir distâncias com o olhar) marido tem um treco alucinante, respira loucamente, se segura no banco, para se defender da batida iminente da louca desgovernada que está dirigindo. Fico brava, marido se recupera do mini ataca cardíaco/epilético e um caminhão oportunista se atravessa no meu caminho. Pronto, é nele mesmo que descarrego (mentalmente) minha brabeza.

Na carreta do caminhão, uma turma de trabalhadores semi pendurados, começam a gritar e gesticular loucamente me chamando de senhora, fico olhando com uma cara de “será que deixei o porta malas aberto novamente?” e pensando nas infinitas possibilidades de tanto alvoroço em minha humilde direção, até que um tem a brilhante ideia de fazer um telefoninho com os dedos em direção a orelha e com a outra mão apontar para o teto de nosso carro. Sim, meu smartphone viajava feliz sobre o teto de nosso carro. Celular recuperado, devidos agradecimentos aos homens que se não tivessem atravessado minha frente nunca poderiam ter me avisado, e seguimos nosso caminho em direção ao centro cultural.

Chegamos, lindos e perfumados, procuramos a professora do Bernardo e novidade: a turma dele precisava chegar com somente meia hora de antecedência. Fuén fuén

Mas quer saber, ainda bem, pois tínhamos esquecido o lencinho do figurino que penica o pescoço mesmo….

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