Chove lá fora e aqui…

Aqui pelas bandas do sul do país a chuva não dá trégua. Chove tanto que não se faz mais precisão do tempo, agora se faz previsão de chuva para saber se vai chover muito ou pouco, mas para um dia de sol não há previsão. Brincadeira para dia com chuva

E enquanto isso as opções de distração vão acabando e a paciência dos pequenos vai indo junto. E aí vem o maior desafio, pois como é que podemos envolvê-las de alguma forma para aproveitar bem o tempo, criando momentos agradáveis pra todo mundo sem precisar gastar dinheiro e ainda administrando o tempo limitadíssimo entre uma tarefa aqui e um projeto ali.

Hoje quando o tédio deu sinal que ia se instalar por aqui, ligeiramente pegamos uma folha de papel, um lápis e duas crianças que não aguentavam mais ficar presos dentro de casa e abrimos a porta para a diversão com uma brincadeira muito simples.

É uma brincadeira antiga e muito conhecida, basta marcar pontos na folha usando o lápis formando um grande quadrado e cada um joga uma vez ligando os pontos e cada vez que alguém fecha um quadrado marca sua inicial dentro dele, no final é só contar quantos quadrados cada um tem e comemorar a vitória.

Brincadeira para dia com chuva

Neste caso o vencedor foi o Bernardo e olha que eu não facilitei. ;)

Tatuagem sensorial

Tatuagem sensorial é aquela atividade bacana, divertida e fácil, feita exclusivamente para aqueles dias que sua pilha já está no fim e seus filhos ainda estão com a corda toda! E para brincar disso você só vai precisar de uma caneta e pezinhos fofos.

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Minha mãe já brincava disso comigo e hoje em dia eu vejo como uma brincadeira coringa para momentos de distração para acalmar os ânimos. E o melhor, sem sair do sofá.

Por aqui a gente brinca de fazer um desenho em baixo do pé, e a pessoa tem que descobrir o que é. Isso rende muitas risadas, pois causa cócegas. E rende boas tiradas, pois a criatividade das crianças é incrível.

tatuagem-sensorial-com-caneta

E você pode incrementar o jogo. Se seu filho já está em fase de alfabetização, você pode fazer letras, por exemplo. Ou ir dando dicas do desenho. Dá para inventar muita coisa a partir de um jogo tão simples como esse.

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Normalmente a gente acumula tantas atividades que ao final do dia é muito comum não ter mais disposição para brincadeiras que envolvam bagunça, sujeira e afins. Mas os filhos estão ali, pedindo atenção e cheios de curiosidade para aprender. Uma brincadeira como essa pode ser uma fuga interessante para os conhecidos tablets e celulares. Além de criar memórias gostosas de carinho e atenção.

E o Papai Noel não existe mais

Ontem foi um dia especial para o Bernardo, pois ele cresceu um pouco mais e afastou-se mais um passo da infância em direção a adolescência.

E muito embora eu tenha sempre respeitado e me esforçado para manter o menino acreditando, minha opinião com relação a criar essa fantasia na vida dos filhos sempre foi controversa a opinião da maioria das pessoas.

cartão-de-natal

Além do fato de estarmos enganando eles descaradamente, ainda tem o agravante do incentivo ao consumismo, a distorção dos fatos, etc. Por aqui sempre buscamos trazer valores que somem pra vidinha deles e “tentamos” deixar de lado o consumismo, certamente que isso não é uma coisa fácil e nem sempre conseguimos. :(

E ontem no carro, enquanto voltávamos do mercado, ele lançou a pergunta derradeira: “Mãe, é verdade que papai noel não existe?”




Nos olhamos de canto de olho e acredito que nosso pensamento foi o mesmo: “E agora, José? Não nos preparamos pra isso…”

Eu não me atrevi a dar nenhuma resposta antes que a Diana se manifestasse, pois a pergunta foi direcionada a ela. E ela tentou romantizar a resposta dizendo que o Papai Noel existe no coração da gente e que existe essa magia, etc. Mas a réplica foi imediata e veio afiada, cortando fundo qualquer argumento evasivo.

Disse: “Não mãe, quem compra os presentes?”

E foi além, perguntou ainda como as pessoas muito pobres faziam, se ficavam sem presentes.

Diante das novas perguntas não sobrou alternativas a não ser dizer a verdade e confirmar o que ele deve ter ouvido na escola entre os amigos. E como era de se esperar a decepção tomou conta do coraçãozinho dele e caiu em lágrimas. Naquele momento eu imediatamente pensei em quanto eu estava certo e que com a Natália talvez isso fosse diferente.

Mas em seguida veio a minha lembrança o filme “Coisas que perdemos pelo caminho”, passei a refletir sozinho sobre o assunto e cheguei a conclusão que vou incentivar o Bernardo a manter essa fantasia para a Natália.

Creio que uma das mais gratificantes características humanas é estar aberto para absorver informações, processar e aprender, independentemente da fonte. E eu acredito que aprendi mais uma coisinha com meus filhos.

No transcorrer da vida nós perdemos muitas coisas pelo caminho e não há na história quem não tenha tido frustrações, decepções, amarguras, etc. E descobrir que papai não existe é só uma pequena amostra do potencial que a vida tem de nos apresentar situações frustrantes e isso nos faz mais fortes.

Continuo achando que o consumismo poderia ser muito menor do que é e que os valores humanos deveriam ser postos mais em evidência do que os presentes, mas daqui pra frente eu passo a encarar o bom velhino como uma leve preparação para as agruras da vida e uma contribuição para o crescimento.

Vamos brincar lá fora?

A ideia nesse post não é ensinar a fazer um brinquedo com material reciclável ou atividade manual educativa, mas tentar instigar as pessoas a brincar mais.

Neste nosso mundo atual, dinâmico e tão repleto de tecnologia é muito comum se deparar com comentários sobre como a infância era feliz há 10, 20 ou 30 anos atrás, sem celulares, tablets, acesso ultra rápido à internet, vídeo game, TV por assinatura, Youtube, etc.




Mas por aqui sempre acreditamos que o novo pode dividir o espaço com o antigo sem o menor dos traumas. Se muitas crianças de hoje não brincam com brinquedos simples e optam muito mais pelo XBOX que por uma partida de futebol no campinho ou por uma tarde toda correndo, rindo e se sujando, nós os adultos temos grande parte da responsabilidade.

Pois estamos sempre tão cheios de compromissos e com tantos projetos pessoais e profissionais que é mais fácil manter as crianças distraídas que reservar tempo para criar, brincar junto e divertir-se de verdade com eles.

Então desta vez resolvi não ensinar um passo-a-passo, mas incentivar os pais a dar um passo muito importante no convívio com seus filhos.

Saia de casa no domingo com a família e “esqueça” o celular em casa, construa um brinquedo, corra, canse, se suje, participe com eles nas brincadeiras como gostaria que seus pais tivessem brincado com você. Isso fará você se sentir melhor e irá gerar momentos que jamais serão esquecidos por eles.

Deixamos aqui uma ideia bem simples, fácil de fazer e que irá divertir os pequenos e os grandes que estiverem por perto: Perna de pau.

Brincando com perna de pau

Brincando com perna de pau

Brincando com perna de pau

Brincando com perna de pau




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Brincando com perna de pau

Faça piões de papel para seu filho e volte um pouquinho no tempo

Há quem diga que as brincadeiras antigas estão esquecidas e que hoje as crianças só querem saber de internet, computador e vídeo game. Mas aí eu pergunto: Quais são as opções que damos a eles?

Experimente resgatar algumas brincadeiras e em volver seus filhos nelas, coisas simples e divertidas que que deixarão marcas na infância, a começar por sua participação nas brincadeiras deles.

Que tal fazer um brinquedo clássico e que diverte muito? É bem simples para fazer, usa pouco material e não exige nada de técnica. Estamos falando dos velhos piões, e podemos fazer alguns ótimos usando apenas cartolina, cola branca e palitos de churrasco.

como-fazer-um-piao-de-papel----

  • Corte 6 tiras de cartolina com aproximadamente 1 cm de largura (opte por cores diferentes para ficar mais atrativo);

como-fazer-um-piao-de-papel---

  • Corte o palito de churrasco com cerca de 6 a 7 cm mantendo a parte com a ponta;
  • Passe cola branca em uma tira de cartolina e cole ao redor do palito começando bem próximo a ponta;
  • Vá enrolando a cartolina no palito e a cada volta suba um pouquinho a cartolina;

como-fazer-um-piao-de-papel--

  • Faça o mesmo com todas as tiras, sempre subindo um pouquinho a cada volta. A cartolina irá tomando a forma de um cone;

Como fazer um pião de papel

  • Quando colar a última tira, basta esperar secar bem e começar a brincadeira.

Fazendo dois ou mais a brincadeira fica mais divertida fazendo competição para ver qual pião fica mais tempo girando!

Sempre que possível reserve um tempo do seu dia para criar coisas com seus filhos e deixe a eles lembranças de uma infância feliz e divertida.

Bernardo e a pequena caixa de memórias

Tá certo que dos 7 anos até a minha idade atual existe um GRANDE espaço de tempo, mas as memórias que guardo da minha infância são muito vagas, um pouco é pela deficiência que tenho em manter as lembranças vívidas por muito tempo, mas também dado as condições da época, os artifícios que poderiam avivar a memória são muito escassos, poucas fotos, nenhum objeto guardado e ainda o distanciamento do local origem.

Pensando nas minhas poucas lembranças e no anseio de colaborar para que meus filhos possam manter mais intensas suas lembranças, resolvi fazer uma caixa de memórias para o Bernardo.

Pegamos uma caixa de papelão simples e colocamos ali coisas com as quais ele sempre teve mais apego e outras que são marcas que estarão sempre presentes na vida dele, como a foto com os amigos no primeiro ano, o primeiro sapatinho, medalha, boletim do primeiro ano, enfeite de porta da maternidade feita a mão pelo pai, cheirinho bordado pela mãe, primeiro caderno, primeiro livro e outras coisas mais.

Quando a Natália atingir os seus 7 anos de idade faremos uma pra ela também.

Fazendo uma caixa de memórias




O interesse dele por essa caixa hoje não é dos mais empolgantes, mas como está se encaminhando para os 8 anos de idade já começa a apresentar nuances de adolescência e sabemos que quando ele atingir essa etapa o normal é que vá para um “intracâmbio” e fique alheio aos assuntos familiares por um bom tempo.

Mas é normal também que depois desse período necessário de introspecção, no qual acontecem inúmeras descobertas sobre o mundo e sobre si mesmo, ele volte a se interessar pela família novamente e depois como adulto pode ser muito importante uma caixa com lembranças que facilitem sua reentrada em nossa órbita.

Fazendo uma caixa de memórias

Hoje eu acho que está sendo uma boa ideia, mas conversamos novamente dentro de uns 10 ou 12 anos pra ver o resultado ;)

Criando fantoches com grampos para pendurar roupa

Incentivar as crianças a criar seus próprios brinquedos é algo que, além de despertar a criatividade, desenvolve muitas habilidades. Sempre que possível dispomos do nosso tempo para preparar algo diferente com eles e mesmo quando buscamos na internet ideias que já foram testadas, tentamos deixar o passo a passo de lado e fazer ao nosso modo, criando coisas diferentes, testando outras possibilidades.

E hoje vamos fazer fantoches usando aqueles grampos de pendurar roupas feitos de madeira. E nem precisamos desfalcar a lavanderia, pois um pacotinho com 12 unidades custa pouco mais de R$ 1,00 e o resto são materiais que temos em casa. Nós usamos canetinhas, EVA nas cores branca e preta e colamos com cola quente, mas se você não tiver esses materiais em casa pode usar papel e colar com cola branca mesmo.

Fantoches de grampo de roupa

A ideia é muito simples e com um pouco de criatividade é possível criar os mais diversos tipos de fantoches. Aproveitando a particularidade de abrir de fechar do grampo para dar um efeito de movimento.

Recorte o EVA no formato do fantoche escolhido separando-o em duas partes, pinte com canetinha para fazer os detalhes e em seguida cole um pedaço em cada lado do grampo e ao abri-lo acontece o efeito.

Fantoche de grampo de roupas

Escolha qual fantoche quer fazer e em menos de 5 minutos terá um brinquedo que divertirá por horas. Aproveite a oportunidade e deixe os que pequenos usem sua criatividade criando coisas que eles gostam e permita que participem da confecção.

Fantoches de grampos de roupa

montagem

Este post foi publicado originalmente na Revista Educar – Edição Junho 2015.

Fazendo um vaso divertido com embalagem vazia

Nossa experiência desse mês nos remete a uma atividade que gostaríamos de ter condições de fazer mais com nossos filhos. A vida corrida em meio a agitação da cidade não nos permite lembrar como é importante o contato com a terra e com coisas mais simples.

Aliamos esta necessidade com a atividade de reutilização de materiais e com a aplicação das artes espontâneas do Bernardo e o resultado foi um vaso divertido com cara de um Minion (Ajudante do Sr. Gru do filme Meu Malvado Favorito).

Para fazer precisaremos de uma garrafa de refrigerante de 2,5 ou 3,0 litros, tinta para artesanato amarela e azul e pincéis, terra para jardim, EVA branco e preto, e uma plantinha que se assemelhe a um cabelo ouriçado (usamos uma mini samambaia, mas pode ser até mesmo um pé de cebolinha).

  1. Comece cortando a embalagem um pouco acima da metade;
  2. Faça alguns furos na parte de baixo para que não acumule água;
  3. Pinte toda a embalagem com a cor amarela, pinte mais de uma vez se for necessário;
  4. Depois de seca a tinta amarela, faça a jardineira do Minion com a tinta de cor azul. Aproveite a tinta azul e faça também as tiras dos óculos e a boca dele.
  5. Faça agora três círculos com EVA. Um maior (uns 3 cm de diâmetro) na cor preta, outro um pouquinho menor na cor branca e um terceiro bem pequeno na cor preta para ser a bolinha do olho. Cole-os usando cola quente e depois cole o olho no vaso;
  6. Agora é só encher o vaso de terra e colocar a plantinha que será o cabelo do Minion.

montagem post blog

Agora é só molhar, colocar em um lugar bem especial e ensinar as crianças a cuidar da plantinha. Nós fizemos o Minion, mas você pode variar de acordo com a sua criatividade e com os materiais que tiver a mão, separe uma criança entediada, os materiais, muita disposição e mãos à obra!

Dica: Oriente, mas deixe seu filho fazer ao modo dele. Não tente fazer a coisa mais perfeita do mundo, muitas vezes na intenção de obter o melhor resultado acabamos forçando nossos filhos e o momento que era pra ser agradável passa a ser uma tortura.

Este artigo foi publicado originalmente na edição de maio/2015 da Revista Educar

Ser mãe é… ter seu nome pronunciado 10 vezes em uma mesma frase…

Ser mãe é… ter seu nome pronunciado 10 vezes em uma mesma frase e, além de manter sua paciência, ainda responder com tanto carinho e tanta ternura que não cabe nas palavras.

Nem mesmo em todo tempo como filho eu consegui entender a importância e a relevância de uma mãe na vida de um filho e esta é mais uma daquelas percepções que acredito que não conseguimos ter enquanto filhos, mas que fica muito clara quando temos a oportunidade de enxergar as coisas a partir de outro ângulo de visão.

Em minha posição de feliz figurante (pai) nessa história eu pude perceber o quão importante é a mãe e o quanto suas atitudes influenciam diretamente no presente e no futuro dos filhos. Ao mesmo tempo percebo como é difícil ser mãe educadora, amiga, brincalhona, corretiva, conivente, observadora e ainda ter tempo pra fazer o bolo mais gostoso do planeta, cuidar de sua beleza inigualável, criar e costurar suas próprias roupas, fazer pessoalmente cada detalhe das festinhas de aniversário, vibrar com cada pequeno passo dos filhos e estar preparada para novidades diárias que aparecem com o crescimento dos filhos.

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Aqui em casa temos uma mulher multi-função que arruma tempo (sabe-se lá como) pra todos nós, as crianças da casa, e consegue ser a melhor mãe e melhor esposa do universo.

Gostaria de aproveitar esta data para desejar a todas as mães não só um dia feliz, mas uma vida feliz e repleta das alegrias que só a maternidade consegue proporcionar.

Diana, a cada dia que passa eu tenho mais convicção que você é a avó que eu desejo para os meus netos!

Eu estava ao lado dela o tempo todo, mas senti muita saudade.

Esta semana experimentei um sentimento que eu, embora não queira, acredito que ainda experimentarei muitas vezes em minha vida. Há uma semana atrás a Natália ficou doentinha, com tosse, vômito e febre. Ela já está bem melhor e fico muito feliz em ver ela brincando e sorrindo de novo.

Mas o dodói dela não é exatamente o assunto que quero abordar. Já disse aqui em outro post que me orgulha o fato da primeira frase dita por ela ter a palavra “papai”.

Sim, isso mesmo. Ela olhou pra mim e disse “Não, papai.”

Ela não é de ficar de muito grude comigo e eu respeito muito isso. Na verdade quando eu chego em casa eu dou um beijo em todo mundo e deixo ela por último pra ver se vou conseguir, mas raramente ela deixa sem reclamar e algumas vezes deixa muito claro que não é pra eu chegar muito perto. É, eu deveria estar acostumado com isso, e realmente achei que estava, só que não estou.

Fazendo bolhas de sabão com a Natália

Esta semana que passou, com ela doentinha desse jeito, a sensibilidade aumentou muito e todo esse sentimento foi potencializado e eu confesso que senti ausência dela. Enquanto a Diana, com os braços dormentes, já não aguentava mais carregar ela pra lá e pra cá e acordar no meio da noite pra embalar e ajudar a dormir, eu ficava ali tentando ajudar com atividades secundárias que não envolvessem nenhum contato direto, pois se ela abrisse os olhos e visse que era eu que estava cuidando dela, ai, ai, ai…

Em resumo, foi uma semana sem praticamente nenhuma aproximação, nenhum abraço, sem pegar no colo, sem um cheirinho, sem poder dar um beijo e confortar ela quando estava se sentindo mal.

Ontem a noite, com ela já bem melhorzinha, saímos pra passear e ela veio no meu colo, me abraçou, passeamos e nos divertimos. Foi aí neste momento que eu tomei consciência da falta que ela havia me feito nesses dias e percebi o quanto é importante buscar uma aproximação lúcida com os filhos, sem ilusões, sem devaneios, sem chantagens, sem amarras, sem culpas e sem forçar a barra em nenhum momento.

Pois tão rápido quanto eu nem posso imaginar a Natália e o Bernardo estarão saindo pela porta pra estudar fora, viajar, fazer intercâmbio, namorar, casar, constituir família e viver longe.

E aí eu me pergunto: Quem vai me devolver esse amor incondicional que eu doei a eles durante todo esse tempo?

E aí eu mesmo respondo: Esse amor incondicional não era meu, eu recebi dos meus pais e estava guardando pra eles. E eles entenderão muito bem isso quando tiverem seus próprios filhos.

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