“Mãe, faça o que fizer, você estará fazendo mal” (Freud)

Antes de ter meu filho eu tinha muitas teorias sobre educação. Jamais admitiria isso, jamais faria aquilo, jamais comeria esse outro, entre outras coisinhas que me fizeram morder a língua tantas vezes que ela quase caiu.
O principal disso tudo é que eu não conhecia três coisinhas básicas na educação de uma criança.
1- O amor que se sente por 1 metro de pura manipulação e graça.
2- A vontade própria e personalidade da criança, que não é pouca, e que nas minhas teorias não existia.
3- E por fim a culpa. Pelamor.
O desenvolvimento e a educação se dão em fases.
Fase de ensinar ir ao banheiro, fase de tirar a chupeta e mamadeira, fase de ensinar a não apontar o dedo para os outros e dizer: -Olha mamãe, essa tia tem o cabelo feio!
E cada fase que vem você fica craque. Aprende com os erros e acertos e se essa fase voltasse você tiraria de letra! O fato que essa fase não volta, e a próxima é uma surpresa. E o que você aprendeu também não vale para outro filho, já que será outra pessoa, outras escolhas e outra experiência.
E para ajudar na educação do seu filho tem uma chuva tão intensa de linhas de educação, que poderia causar uma enchente.
Um best seller te orienta a deixar chorar, outro diz que crianças que choram muito ficam com a auto estima abalada. Um autor prova que o estímulo precoce faz muito bem, e até ensina bebês a lerem. Outro garante que não faz diferença nenhuma e que não se deve tentar atropelar as coisas.
E mais centenas de orientações contraditórias que só servem para deixar uma mãe insegura pior ainda.
Por tudo isso, a frase que me estimula na educação do Bernardo é: A certeza que eu vou errar me deixa segura para fazer o que eu acho certo.
E tem mais, sei que o equilíbrio é o ideal, mas se tiver que pender, me sinto segura a pender para o não. Acredito que ser mais firme é o melhor caminho.
Também me sinto segura em mudar de ideia com o passar dos anos, já que terei outras experiências.
E por fim tenho noção que nos casos excepcionais o melhor é amor, canja de galinha e muito bom senso!

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Uma ideia sobre ““Mãe, faça o que fizer, você estará fazendo mal” (Freud)

  1. A mais pura verdade. Mas existem coisas na vida, que a gente não aprende lendo, assistindo, tentando entender, ouvindo conselhos de pessoas que já passaram por essa experiência. Claro que assim seria muito mais fácil, mas quem disse que no fim das contas a gente deixa a vida ser fácil?
    Essas coisas a gente só aprende quando passa de filha, para mãe.
    Até lá, a gente escuta, analisa, vê o nosso lado, e fica com ele. Apesar de tudo.

    Mas enfim, se não fossem os filhos, questionarem os pais, duvidarem das suas escolhas, baterem o pé, “baterem de frente”, que graça teria o grande desafio de educar…

    Seu blog está lindo! cada dia melhor.
    beijos

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