Escuta aqui meu filho…

Sei que o mundo vai te oferecer amigos melhores que eu, amigos que te julgarão menos, que te permitirão ser mais espontâneo, que irão sorrir e chorar com você e conhecerão segredos que eu nunca saberei. Mas eu estarei sempre aqui te esperando com um simples e sincero abraço quando precisar.

Bernardo - Escuta aqui meu filho...

Sei que a vida vai te trazer amores que te farão sorrir, que te farão crescer e amadurecer, pessoas com as quais você contará os segundos para estar junto. Mas amor igual a esse que eu sinto por você somente poderá ser sentido e entendido quando uma pequena criatura que ainda não existe entrar na sua vida.

Sei que fará o possível para encontrar a felicidade e a buscará em todos os cantos, em todas as coisas e em todas as pessoas. Mas procure colocar sua felicidade dentro de você, bem perto, onde possa alcançar facilmente e sem precisar de nenhum artifício e nem da ajuda de ninguém.

Sei que você vai crescer, seguir seus sonhos e realizar seus projetos. Mas permita que essa criança simples, de coração enorme e de mente criativa continue vivendo dentro de você e torne-se um adulto com quem valha a pena conviver.

Sei que lutará por seus objetivos e investirá suas forças pra chegar onde deseja. Mas entenda que você pode ser infinitamente grande ou infinitamente pequeno, isso sempre dependerá ao que você está se comparando. E se você quer ser grande, invista todos os seus esforços na intenção de crescer, mas jamais para diminuir os outros.

Sei que passará por frustrações, decepções e dissabores e que por muitas vezes sentirá vontade de desistir e resumir sua existência ao seu pequeno mundinho. Mas lembre-se que o mundo espera e precisa de você mais do que você precisa dele.

Sei que muitas vezes o mundo será injusto, as pessoas agirão de forma cruel e algumas ações parecerão não valer a pena. Mas continue fazendo sempre o melhor que puder e não espere nenhuma recompensa por isso, pois no fim de tudo será apenas você com sua consciência.

Proibir ou participar? A internet pode sim, ser uma aliada na educação dos filhos.

A nossa tendência, como pais e mães, ao desequilíbrio quando se trata da educação dos filhos é assustadora. É comum que na posição de educadores e com a responsabilidade que temos de proporcionar aos nossos filhos experiências saudáveis, incorramos no erro de imprimir neles posturas que jamais conseguimos ter enquanto filhos.

A internet pode ser uma aliada na educação dos filhos

Há muita coisa com as quais só conseguimos lidar de forma mais ou menos correta depois de muita experiência, portanto exigir que os filhos compreendam e tenham discernimento sobre certas coisas já na infância é, no mínimo, ingenuidade.

Sim, existem exageros para os dois lados. E é por isso que chamamos de desequilíbrio. Enquanto alguns pais proíbem terminantemente o uso de qualquer dispositivo eletrônico e evitam ao máximo que as crianças conectem-se à internet na intenção de evitar interações nocivas, outros pais aproveitam e fazem deste artifício a babá digital perfeita.

Manter-se em uma posição equilibrada é algo extremamente difícil e desconheço pais que possam ser considerados realmente equilibrados. E nos incluo nisso, embora eu acredite que seja a coisa certa a ser feita, não é algo que conseguimos cumprir cabalmente com nossos filhos.

A internet é um universo aberto que pode ser utilizado de forma muito saudável e muito mais importante que monitorar o que os filhos fazem ou proibi-los de ter acesso é acompanhar, participar, estar junto e fazer desse desse um momento de aprendizado e troca de experiências.

A participação dos pais nas atividades dos filhos, sejam elas lúdicas ou apenas um passatempo na internet, é imensurável, pois além de proporcionar uma aproximação real com os pequenos, desperta neles a confiança e a segurança de ter nos pais uma figura amiga.

Participação dos pais nas brincadeiras dos filhos

Aqui em casa gostamos de brincar longas horas os quatro juntos, de criar coisas, de deixar livres a imaginação e a criatividade, mas também não nos privamos de usar a tecnologia que temos a disposição. E na medida possível buscamos fazer isso juntos, sem proibir os filhos e sem deixá-los desassistidos.

Um site que as crianças aprenderam a gostar e que acabamos nos divertindo muito juntos é o http://jogosonlinegratis.uol.com.br. Há uma infinidade de opções, passatempos, jogos educativos, desenvolvimento de habilidades motoras, jogos que ajudam a desenvolver o raciocínio e muitos outros.

Mas mais importante que as atividades que são feitas é o tempo que investimos ao lado deles, podendo acompanhar de perto o seu desenvolvimento e criando memórias que os acompanharão por toda a vida.

* Este foi um post patrocinado

Qual o valor da felicidade? Quanto tempo ela dura? Onde ela está?

É bastante complexo esperar de um filho com menos de 10 anos uma compreensão sobre a vida e sobre esse consumismo desenfreado que nos devora dia após dia, sendo que demoramos no mínimo mais de três décadas pra começar a refletir seriamente sobre o assunto. E sendo ainda que há uma quantidade enorme de nós que finda sua vida sem sequer demonstrar algum interesse em compreender isso.

Quanto tempo dura a felicidade

É correto dizer que as crianças são mais simples, precisam de menos e por consequência são menos propensas ao consumo. Mas é correto também dizer que há um sistema programado para nos corromper brutalmente já nos primeiros anos de vida por meio da mídia, seja através de anúncios explícitos ou velados, fazendo-nos acreditar que realmente nossa vida depende de brinquedos, tecnologias, marcas, datas especiais e tantas outras coisas fúteis.

As bases mais reais para nossa felicidade normalmente não tem nenhum valor monetário. Não é correto fundamentarmos nossa busca por felicidade em coisas externas, seja em pessoas, em posições sociais, em eventos ou até mesmo em algum tipo de reconhecimento.

Penso que quando condicionamos a felicidade ao atingimento de certos objetivos, corremos o sério risco de termos em nossas mãos uma felicidade de pouquíssima duração, a qual normalmente dura o tempo de encontrarmos algum outro objetivo.

Se eu conseguir “isso” serei feliz, mas quando conseguimos “isso” vemos que tem mais aquilo e depois vem aquilo e aquilo e o ciclo nunca acaba.

E é uma responsabilidade nossa ensinar isso aos nossos filhos, mas filhos não são animais de estimação que podem ser adestrados e será muito frustrante para ambos os lados se houver tentativas forçadas.

Mais que orientadores, sejamos exemplos vivos daquilo que gostaríamos de ver em outras pessoas, ainda mais quando essas outras pessoas forem nossos próprios filhos. Pois com muita sabedoria Oscar Wilde disse que “nada do que realmente vale a pena aprender, pode ser ensinado”.

Não cresçam rápido demais

A tarefa de criá-los fortes, independentes e capazes de encarar o mundo que existe além das seguras paredes da nossa casa, algumas vezes, revela nuances quase inadmissíveis de uma certa fraqueza.

ensinar aos filhosFilhos crescem, isso é fato. E sei que o processo de crescimento é excitante, pois descobrem coisas novas todos os dias e muitas de suas descobertas acontecem longe de nossos olhos, fora do nosso controle e, ainda que gradativamente, vão escolhendo o assento que mais lhes agrada nos vagões da vida.

Sinto que há tanto para ensinar ainda e já não querem mais aprender com os pais, descobrem diariamente outras fontes de conhecimento e aquilo que temos para oferecer começa ser insuficiente.

Sim, é motivo de alegria que estejam buscando sua própria forma de pensar, que se definam por si próprios e que queiram trilhar seus próprios caminhos, mas é inegável que existe algo que pressiona fortemente o peito quando percebemos que rompantes de independência surgem frequentemente, desde o simples fato de passar a dormir em seus próprios quartos até o momento em que decidem deixar a casa, a cidade ou até mesmo o país.

Portanto filhos, sejam pacientes, pois assim como vocês, também estamos aprendendo a assimilar estas mudanças e sabemos que logo teremos que levantar destes nossos confortáveis assentos e tomar outros lugares que nos permitam novas experiências durante nossa viagem nesses vagões da vida.

Certamente chegará o dia em que vocês não caberão mais em nossos velhos e ultrapassados conceitos, mas estou certo que sempre caberão em nossos abraços.filhos crecendo

Os filhos e aqueles velhos moldes

Existem muitas coisas que achamos que já sabemos sobre a educação de nossos filhos, mas que precisamos muito aprender e algumas vezes são eles mesmos que nos ensinam.

Definitivamente, filhos não são uma extensão daquilo que nós somos ou, pior ainda, daquilo que gostaríamos de ter sido.

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Se você tentar colocá-lo em um molde incompatível, irá causar injúrias e ele não vai funcionar direito. Esteja certo que ele vai fazer o possível pra se encaixar, mas não será feliz e sairá machucado, com uma terrível sensação de impotência e incapacidade.

Nós, pais, não somos o único apoio dos filhos, mas fomos o primeiro apoio e somos aquele que nunca lhes faltará, por isso é importante que se sintam seguros conosco, não pela insegurança gerada por uma superproteção, mas pela confiança conquistada, muitas vezes por um simples momento de silêncio, e que não se mede em palavras.

Não seja negligente, mas não se preocupe excessivamente se ele demorar pra aprender a escrever, se ele não souber fazer contas de cabeça, se não for melhor aluno da sala ou se não lembrar quem descobriu o Brasil.

Mas preocupe-se, e muito, se seu filho for mal educado com a professora, preocupe-se se eu filho for arrogante com os colegas, preocupe-se se ele trapacear e quiser tirar vantagem dos outros, preocupe-se se ele não souber respeitar as pessoas, incluindo você.

E aos meus filhos eu deixo um pequeno recado, já dito em outro texto: Não eduquem seus filhos como nós os educamos, façam melhor. Mas não esqueçam de observá-los e de observar a si mesmos, pois somos todos essencialmente únicos.

O que você vai ser quando crescer?

Não, eu não estou me referindo a sua profissão, se tratando de profissão eu, sinceramente, espero apenas que você faça a escolha certa e que seja muito feliz com sua escolha. Espero que faça com amor aquilo que decidir fazer. Esta pergunta se refere a que tipo de pessoa você vai ser, qual será o seu caráter, qual será o seu comportamento enquanto ser humano diante das mais diversas situações boas e ruins que, inevitavelmente, te ocorrerão.

Isso sim me importa muito.

O que você vai ser quando crescer  O que você vai ser quando crescer

Gostaria muito de deixar pra você um mundo melhor do que este que conhecemos, um mundo livre de guerras, de agressões, de falsidades, com mais tolerância e compreensão. Mas sei que que isso não é possível, sei que o mundo deve ser mudado de dentro pra fora, e entendendo isso quero deixar pra você formas de fazer com que você mesmo mude seu mundo, mude o seu mundo com a sua honestidade, com seu sorriso, com sua tolerância e com sua capacidade de compreender o ponto de vista diferentes do seu.

Quero deixar pra você mais que uma casa bonita, quero deixar a vontade de constituir e respeitar uma família.

Quero deixar muito mais que comida na mesa, quero deixar a disposição para provar e descobrir novos sabores.

O que você vai ser quando crescer

Quero poder deixar mais que cobertas e agasalhos que te protegerão do frio, quero te deixar a sensibilidade pra entender o valor do calor humano.

Quero deixar muito mais que sorrisos, quero deixar a alegria de viver e a satisfação em levar alegria por todos os lugares por onde passar.

O que você vai ser quando crescer

Quero deixar mais que lembranças, quero deixar o anseio de viver novas experiências a cada dia.

Enfim, quero deixar pra você muito mais que a habilidade de localizar-se, quero deixar pra você o ímpeto de descobrir e trilhar seu próprio caminho.

O que você vai fazer com o tempo de vida que te resta?

Esta talvez não seja a forma mais adequada para trazer uma notícia tão impactante, mas achei que seria interessante, pois eu, embora não tenha levado isso com muita seriedade, sempre acreditei que todos devemos estar preparados pra morrer.

O que você vai fazer com o tempo de vida que te resta?

Estar preparado pra morrer implica em saber usar bem o tempo de vida, implica em respeitar as pessoas ao seu redor, dar atenção e carinho aos filhos e à esposa como se não fosse acordar no dia seguinte. Não guardar rancor, saber se colocar no lugar do outro, conseguir perdoar e, sobretudo, reconhecer a culpa. Implica em não deixar pra amanhã o que você tem condições de fazer hoje, ter o coração tranquilo, ser amável com amigos, familiares e com quem mais encontrar pela rua, buscar uma conduta reta e não sobrepujar ninguém.

Hoje me vejo nessa triste situação constatada e com tantos projetos inacabados, arrependido por não ter aproveitado melhor o tempo que tive, por ter adiado tanta coisa, por ter perdido tempo com coisas inúteis, por ter me preocupado tanto por tão pouco. Eu poderia ter tratado melhor as pessoas, deveria ter refletido mais antes de alguma ações impensadas, deveria ter me calado na hora certa, deveria ter falado no momento adequado. Mas o que passou não tem mais como consertar e preciso me concentrar no tempo que virá e seguir com retidão daqui até o final.

Não sou alguém que se preocupe muito com a saúde, que vá ao médico por qualquer tipo de sintoma, sempre achei que estivesse muito bem de saúde e não percebi o tempo passando e as pequenas falhas que essa incrível máquina humana apresenta com o passar dos dias.

Sempre vi esse horizonte de uma distância considerável e nem mesmo quando alguém próximo partiu eu consegui ter a noção correta do que seria perder a vida e deixar pra trás tanta coisa importante. Mas em algum momento é necessário acordar de toda essa ilusão e ver que o tempo é inexorável e não vai parar pra que você possa consertar coisas erradas que você fez, não haverá um tempo extra pra terminar aquele projeto que você tanto sonha e fica adiando, talvez não haja condições de procurar as pessoas pra dizer a elas o quanto foram importantes, pode ser que aquela brincadeira que o filho quis fazer e você adiou não possa mais ser feita, pode ser que aquele abraço não possa mais ser dado, pode não restar mais tempo para palavras que fariam tão bem pra alguém e que ainda não foram ditas e eu sinto muito pelo fato de ter parado pra pensar nisso somente agora.

O diagnóstico é cruel e eu sei que não tem retorno, é irremediável e o melhor que se há a fazer é aceitar e fazer de agora em diante tudo que estiver ao meu alcance pra recuperar o tempo que perdi com coisa pequenas e fazer valer o tempo de vida que me resta com ações que façam diferença na vida das pessoas e na minha vida também.

O fato é que descobri essa semana que não tenho mais muito tempo de vida, de repente eu vi aquele horizonte longínquo se aproximar rapidamente e aqui estou eu diante de algo que desconhecia e que causa um grande e horrível medo, a morte. Mas decidi que irei encarar essa situação com naturalidade e viver verdadeiramente cada segundo que me resta, pois muito embora exista um tempo já predefinido, isso pode vir a acontecer antes do previsto e não gostaria de ser pego de surpresa mais uma vez.

Estou com meu tempo de vida contado e por isso resolvi fazer essa publicação, pois acho que cada pessoa deveria pensar nisso e viver intensamente e estar preparado pra morrer todos os dias, sem a sensação de haver deixado algo por fazer.

De acordo com a estimativa de vida oficial para os brasileiros eu tenho apenas mais uns 35 anos de vida, pode ser que eu ultrapasse esse prazo, mas pode ser que esse tempo seja encurtado repentinamente e eu vou fazer de tudo pra utilizar bem esse tempo de vida que me resta.

E você, o que vai fazer com o tempo de vida que te resta?

E o Papai Noel não existe mais

Ontem foi um dia especial para o Bernardo, pois ele cresceu um pouco mais e afastou-se mais um passo da infância em direção a adolescência.

E muito embora eu tenha sempre respeitado e me esforçado para manter o menino acreditando, minha opinião com relação a criar essa fantasia na vida dos filhos sempre foi controversa a opinião da maioria das pessoas.

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Além do fato de estarmos enganando eles descaradamente, ainda tem o agravante do incentivo ao consumismo, a distorção dos fatos, etc. Por aqui sempre buscamos trazer valores que somem pra vidinha deles e “tentamos” deixar de lado o consumismo, certamente que isso não é uma coisa fácil e nem sempre conseguimos. :(

E ontem no carro, enquanto voltávamos do mercado, ele lançou a pergunta derradeira: “Mãe, é verdade que papai noel não existe?”




Nos olhamos de canto de olho e acredito que nosso pensamento foi o mesmo: “E agora, José? Não nos preparamos pra isso…”

Eu não me atrevi a dar nenhuma resposta antes que a Diana se manifestasse, pois a pergunta foi direcionada a ela. E ela tentou romantizar a resposta dizendo que o Papai Noel existe no coração da gente e que existe essa magia, etc. Mas a réplica foi imediata e veio afiada, cortando fundo qualquer argumento evasivo.

Disse: “Não mãe, quem compra os presentes?”

E foi além, perguntou ainda como as pessoas muito pobres faziam, se ficavam sem presentes.

Diante das novas perguntas não sobrou alternativas a não ser dizer a verdade e confirmar o que ele deve ter ouvido na escola entre os amigos. E como era de se esperar a decepção tomou conta do coraçãozinho dele e caiu em lágrimas. Naquele momento eu imediatamente pensei em quanto eu estava certo e que com a Natália talvez isso fosse diferente.

Mas em seguida veio a minha lembrança o filme “Coisas que perdemos pelo caminho”, passei a refletir sozinho sobre o assunto e cheguei a conclusão que vou incentivar o Bernardo a manter essa fantasia para a Natália.

Creio que uma das mais gratificantes características humanas é estar aberto para absorver informações, processar e aprender, independentemente da fonte. E eu acredito que aprendi mais uma coisinha com meus filhos.

No transcorrer da vida nós perdemos muitas coisas pelo caminho e não há na história quem não tenha tido frustrações, decepções, amarguras, etc. E descobrir que papai não existe é só uma pequena amostra do potencial que a vida tem de nos apresentar situações frustrantes e isso nos faz mais fortes.

Continuo achando que o consumismo poderia ser muito menor do que é e que os valores humanos deveriam ser postos mais em evidência do que os presentes, mas daqui pra frente eu passo a encarar o bom velhino como uma leve preparação para as agruras da vida e uma contribuição para o crescimento.

Eu estava ao lado dela o tempo todo, mas senti muita saudade.

Esta semana experimentei um sentimento que eu, embora não queira, acredito que ainda experimentarei muitas vezes em minha vida. Há uma semana atrás a Natália ficou doentinha, com tosse, vômito e febre. Ela já está bem melhor e fico muito feliz em ver ela brincando e sorrindo de novo.

Mas o dodói dela não é exatamente o assunto que quero abordar. Já disse aqui em outro post que me orgulha o fato da primeira frase dita por ela ter a palavra “papai”.

Sim, isso mesmo. Ela olhou pra mim e disse “Não, papai.”

Ela não é de ficar de muito grude comigo e eu respeito muito isso. Na verdade quando eu chego em casa eu dou um beijo em todo mundo e deixo ela por último pra ver se vou conseguir, mas raramente ela deixa sem reclamar e algumas vezes deixa muito claro que não é pra eu chegar muito perto. É, eu deveria estar acostumado com isso, e realmente achei que estava, só que não estou.

Fazendo bolhas de sabão com a Natália

Esta semana que passou, com ela doentinha desse jeito, a sensibilidade aumentou muito e todo esse sentimento foi potencializado e eu confesso que senti ausência dela. Enquanto a Diana, com os braços dormentes, já não aguentava mais carregar ela pra lá e pra cá e acordar no meio da noite pra embalar e ajudar a dormir, eu ficava ali tentando ajudar com atividades secundárias que não envolvessem nenhum contato direto, pois se ela abrisse os olhos e visse que era eu que estava cuidando dela, ai, ai, ai…

Em resumo, foi uma semana sem praticamente nenhuma aproximação, nenhum abraço, sem pegar no colo, sem um cheirinho, sem poder dar um beijo e confortar ela quando estava se sentindo mal.

Ontem a noite, com ela já bem melhorzinha, saímos pra passear e ela veio no meu colo, me abraçou, passeamos e nos divertimos. Foi aí neste momento que eu tomei consciência da falta que ela havia me feito nesses dias e percebi o quanto é importante buscar uma aproximação lúcida com os filhos, sem ilusões, sem devaneios, sem chantagens, sem amarras, sem culpas e sem forçar a barra em nenhum momento.

Pois tão rápido quanto eu nem posso imaginar a Natália e o Bernardo estarão saindo pela porta pra estudar fora, viajar, fazer intercâmbio, namorar, casar, constituir família e viver longe.

E aí eu me pergunto: Quem vai me devolver esse amor incondicional que eu doei a eles durante todo esse tempo?

E aí eu mesmo respondo: Esse amor incondicional não era meu, eu recebi dos meus pais e estava guardando pra eles. E eles entenderão muito bem isso quando tiverem seus próprios filhos.

Você quer ser o melhor? Por quê?

  • Você não é melhor porque escreve livros, poesias, elabora lindos textos e entende muito de língua portuguesa.
  • E também não é melhor que ninguém por falar outros idiomas, ter visitado outros países e ter vivido experiências únicas.
  • Você não é melhor que ninguém porque gosta de andar a cavalo, gosta de coisas simples, do interior e não se deixa impressionar por modernidades.
  • Não é melhor que os outros porque é um atleta, corre, anda de bicicleta, se dedica muito, só come comida saudável e tem uma saúde de ferro.
  • Você não é melhor porque tem dinheiro no banco, um trabalho importante, uma casa na praia, um carro bacana e anda cheio de amigos.
  • Não é melhor por pagar suas contas em dia e ser organizado com suas finanças.
  • Não é melhor porque é inteligente.
  • Você e seu carro importado não são melhores que a pessoa que cuida do estacionamento.
  • Sua percepção é mais apurada e você consegue compreender melhor a vida, mas isso não te faz melhor que os outros.
  • Não é melhor que as demais pessoas porque é músico, porque é seletivo nos gostos e se acha cult.
  • Ser corajoso e se arriscar como poucos fariam não faz de você melhor que ninguém.
  • Você não é melhor que o seu vizinho porque você recicla o lixo e respeita o meio ambiente.
  • Você não tem o direito de achar que é melhor que as pessoas que não vão a missa todo domingo como você faz.
  • Você não é nada mais que os outros só pelo fato de ser um médico com especialização, mestrado e doutorado.
  • Você não é mais que os outros porque se formou como advogado e passou com a melhor nota da turma.
  • Você não é melhor que os demais porque foi o primeiro no concurso público.
  • Não, você não é superior porque entende de matemática, física e tem a capacidade de estudar que muitos não tem.
  • Não, sua força não te faz superior aos outros.
  • Ser educado, não falar palavrões, não ter nenhuma tatuagem e nem piercings não te faz melhor que ninguém.
  • Você não é melhor que os outros por causa de suas escolhas e suas preferências.
  • Você pode não jogar seu lixo no chão e recolher todo lixo que encontrar, mas ainda assim não será superior ao varredor de rua.
  • Você não é melhor que ninguém por ser um exímio lutador de artes marciais.
  • Também não é melhor que ninguém por ser um ativista da paz e viver em harmonia com tudo e com todos.
  • Você entende de informática e assemelha-se a um gênio, mas não é melhor que ninguém por causa disso.
  • Suas habilidades para salvar vidas em situações de perigo são louváveis, mas isso também não te faz melhor que ninguém.
  • Ser policial e ter poder para estabelecer a ordem pública tampouco é capaz de fazer uma pessoa superior a outra.
  • Você não é melhor que ninguém por ser bonito, elegante e bem vestido.
  • Você não é melhor que os outros porque está casado e tem uma família dentro dos padrões.
  • Você não pode se sentir mais que outras pessoas por ser filho de pais que nunca se separaram.
  • Você não tem mais valor que as pessoas que não pensam como você.
  • As pessoas que não acreditam nas mesmas divindades que você acredita não são inferiores a você.
  • Você não é mais importante que o garçom que te serviu o jantar.

Enfim, nada daquilo que você é ou faz te deixa melhor que os outros.

Se quiser ser melhor que alguém, seja melhor que você mesmo. Observe aspectos que te desagradam nas demais pessoas e melhore isso dentro de você.

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