E o Papai Noel não existe mais

Ontem foi um dia especial para o Bernardo, pois ele cresceu um pouco mais e afastou-se mais um passo da infância em direção a adolescência.

E muito embora eu tenha sempre respeitado e me esforçado para manter o menino acreditando, minha opinião com relação a criar essa fantasia na vida dos filhos sempre foi controversa a opinião da maioria das pessoas.

cartão-de-natal

Além do fato de estarmos enganando eles descaradamente, ainda tem o agravante do incentivo ao consumismo, a distorção dos fatos, etc. Por aqui sempre buscamos trazer valores que somem pra vidinha deles e “tentamos” deixar de lado o consumismo, certamente que isso não é uma coisa fácil e nem sempre conseguimos. :(

E ontem no carro, enquanto voltávamos do mercado, ele lançou a pergunta derradeira: “Mãe, é verdade que papai noel não existe?”




Nos olhamos de canto de olho e acredito que nosso pensamento foi o mesmo: “E agora, José? Não nos preparamos pra isso…”

Eu não me atrevi a dar nenhuma resposta antes que a Diana se manifestasse, pois a pergunta foi direcionada a ela. E ela tentou romantizar a resposta dizendo que o Papai Noel existe no coração da gente e que existe essa magia, etc. Mas a réplica foi imediata e veio afiada, cortando fundo qualquer argumento evasivo.

Disse: “Não mãe, quem compra os presentes?”

E foi além, perguntou ainda como as pessoas muito pobres faziam, se ficavam sem presentes.

Diante das novas perguntas não sobrou alternativas a não ser dizer a verdade e confirmar o que ele deve ter ouvido na escola entre os amigos. E como era de se esperar a decepção tomou conta do coraçãozinho dele e caiu em lágrimas. Naquele momento eu imediatamente pensei em quanto eu estava certo e que com a Natália talvez isso fosse diferente.

Mas em seguida veio a minha lembrança o filme “Coisas que perdemos pelo caminho”, passei a refletir sozinho sobre o assunto e cheguei a conclusão que vou incentivar o Bernardo a manter essa fantasia para a Natália.

Creio que uma das mais gratificantes características humanas é estar aberto para absorver informações, processar e aprender, independentemente da fonte. E eu acredito que aprendi mais uma coisinha com meus filhos.

No transcorrer da vida nós perdemos muitas coisas pelo caminho e não há na história quem não tenha tido frustrações, decepções, amarguras, etc. E descobrir que papai não existe é só uma pequena amostra do potencial que a vida tem de nos apresentar situações frustrantes e isso nos faz mais fortes.

Continuo achando que o consumismo poderia ser muito menor do que é e que os valores humanos deveriam ser postos mais em evidência do que os presentes, mas daqui pra frente eu passo a encarar o bom velhino como uma leve preparação para as agruras da vida e uma contribuição para o crescimento.

Vamos brincar lá fora?

A ideia nesse post não é ensinar a fazer um brinquedo com material reciclável ou atividade manual educativa, mas tentar instigar as pessoas a brincar mais.

Neste nosso mundo atual, dinâmico e tão repleto de tecnologia é muito comum se deparar com comentários sobre como a infância era feliz há 10, 20 ou 30 anos atrás, sem celulares, tablets, acesso ultra rápido à internet, vídeo game, TV por assinatura, Youtube, etc.




Mas por aqui sempre acreditamos que o novo pode dividir o espaço com o antigo sem o menor dos traumas. Se muitas crianças de hoje não brincam com brinquedos simples e optam muito mais pelo XBOX que por uma partida de futebol no campinho ou por uma tarde toda correndo, rindo e se sujando, nós os adultos temos grande parte da responsabilidade.

Pois estamos sempre tão cheios de compromissos e com tantos projetos pessoais e profissionais que é mais fácil manter as crianças distraídas que reservar tempo para criar, brincar junto e divertir-se de verdade com eles.

Então desta vez resolvi não ensinar um passo-a-passo, mas incentivar os pais a dar um passo muito importante no convívio com seus filhos.

Saia de casa no domingo com a família e “esqueça” o celular em casa, construa um brinquedo, corra, canse, se suje, participe com eles nas brincadeiras como gostaria que seus pais tivessem brincado com você. Isso fará você se sentir melhor e irá gerar momentos que jamais serão esquecidos por eles.

Deixamos aqui uma ideia bem simples, fácil de fazer e que irá divertir os pequenos e os grandes que estiverem por perto: Perna de pau.

Brincando com perna de pau

Brincando com perna de pau

Brincando com perna de pau

Brincando com perna de pau




brincando-com-perna-de-pau-----

Brincando com perna de pau

Faça piões de papel para seu filho e volte um pouquinho no tempo

Há quem diga que as brincadeiras antigas estão esquecidas e que hoje as crianças só querem saber de internet, computador e vídeo game. Mas aí eu pergunto: Quais são as opções que damos a eles?

Experimente resgatar algumas brincadeiras e em volver seus filhos nelas, coisas simples e divertidas que que deixarão marcas na infância, a começar por sua participação nas brincadeiras deles.

Que tal fazer um brinquedo clássico e que diverte muito? É bem simples para fazer, usa pouco material e não exige nada de técnica. Estamos falando dos velhos piões, e podemos fazer alguns ótimos usando apenas cartolina, cola branca e palitos de churrasco.

como-fazer-um-piao-de-papel----

  • Corte 6 tiras de cartolina com aproximadamente 1 cm de largura (opte por cores diferentes para ficar mais atrativo);

como-fazer-um-piao-de-papel---

  • Corte o palito de churrasco com cerca de 6 a 7 cm mantendo a parte com a ponta;
  • Passe cola branca em uma tira de cartolina e cole ao redor do palito começando bem próximo a ponta;
  • Vá enrolando a cartolina no palito e a cada volta suba um pouquinho a cartolina;

como-fazer-um-piao-de-papel--

  • Faça o mesmo com todas as tiras, sempre subindo um pouquinho a cada volta. A cartolina irá tomando a forma de um cone;

Como fazer um pião de papel

  • Quando colar a última tira, basta esperar secar bem e começar a brincadeira.

Fazendo dois ou mais a brincadeira fica mais divertida fazendo competição para ver qual pião fica mais tempo girando!

Sempre que possível reserve um tempo do seu dia para criar coisas com seus filhos e deixe a eles lembranças de uma infância feliz e divertida.

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